Segundo dia
De manhã saímos para caminhar.
Percorremos a pé todo o local, uma pequena vila de pescadores. Um local
extremamente tranqüilo, ouve-se o barulho do mar com facilidade, o sinal de
celular é fraco, internet de difícil acesso. Televisão pega somente um canal
através de antena parabólica. Um local ideal para se manter distante da cidade
grande e das dependências tecnológicas. À tarde CF e MF saíram para ir à praia.
Quando voltaram, CF percebeu que havia perdido sua carteira. CF estava
começando a ficar desesperada, quando alguém chamou pelo seu nome. Estranhamos
pois ninguém sabia nossos nomes ali. Qual não foi nossa surpresa quando vimos
que era um morador que viera trazer a carteira que ele encontrara. Estava tudo
lá: dinheiro, cartões de crédito e os documentos. Quando andávamos pela cidade
recebemos uma saudação: bom dia turistas. Era fácil perceber que éramos de fora
por nossa cor, extremamente branca, pelo fato de usarmos tênis (cujo uso não é
habitual no local) e pela vila ser tão pequena que todos se conhecem entre si.
À noite liguei o detetor ufo e
ajustei sua sensibilidade para o limiar de detecção (o ponto de ajuste no qual
a mínima variação de campo faz o aparelho sinalizar). Ao contrário do dia de
ontem, o aparelho começou a tocar seus beeps em seguida. Fiz novo ajuste para
equilibrar o aparelho, mas passados 15 minutos o aparelho voltou a sinalizar,
ficando dessa forma até a hora que fomos dormir. Foi um pouco antes disso que
MP viu um ET do tipo cinzento na cozinha, olhando para ela que estava na sala.
O ser não estava no plano fisco, mas sim no astral. Mas com certeza o detetor
registrou sua atividade. Observei o céu com o binóculo 10x50 e com o visor da
câmera digital, sensível ao infravermelho, mas nada consegui ver.